Na segunda-feira (28), pesquisadores de diferentes áreas se reuniram no Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IdEA) para o seminário integrador Tessituras dissidentes: saúde mental, violências e democracia em diálogo, coordenado pela professora Rosana Onocko-Campos, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), e pelo professor Cláudio Banzato, também da FCM.
Promovido pelo grupo de estudos Saúde mental e violências: tessituras dissidentes, o encontro colocou em diálogo diferentes perspectivas sobre saúde mental, violência, cuidado, democracia e políticas públicas.
Durante o seminário, os integrantes compartilharam trabalhos e percursos de leitura desenvolvidos pelo grupo. Mais do que apresentar resultados isolados, a atividade foi organizada para favorecer o encontro entre diferentes perspectivas e permitir que as questões levantadas por cada participante fossem retomadas coletivamente.
A programação foi dividida em dois momentos principais. Pela manhã, Tessituras em circulação reuniu a apresentação de textos e trabalhos dos pesquisadores. À tarde, em Tessituras em diálogo, as discussões foram retomadas a partir das aproximações e questões produzidas ao longo do encontro.
A atividade contou com a participação da cientista residente Carmem Leitão, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará (UFC), aproximando as discussões do grupo de sua experiência nos campos da Saúde Coletiva e da Ciência Política e das reflexões desenvolvidas durante sua residência no IdEA.
Saúde, democracia e políticas públicas
A residência de Carmem no Instituto tem como eixo Democracia, políticas sociais e fortalecimento do SUS. Sua trajetória de pesquisa sobre políticas públicas, instituições e participação social permitiu estabelecer conexões entre as discussões do grupo e questões relacionadas à organização e ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
No período da tarde, essa interlocução serviu como ponto de partida para ampliar as perguntas apresentadas pelos pesquisadores: que novas questões surgem quando diferentes campos do conhecimento se encontram? Que relações podem ser estabelecidas entre saúde mental, violência, cuidado, democracia, políticas públicas e instituições?
Em vez de buscar uma conclusão única para essas questões, o seminário procurou produzir novas perguntas, deslocamentos e aproximações entre diferentes campos do conhecimento, tendo a própria conversa como espaço de construção compartilhada.
Nesse sentido, o encontro também se integrou à proposta da residência científica de Carmem Leitão no IdEA, aproximando diferentes experiências de pesquisa e atuação para refletir sobre os desafios contemporâneos das políticas sociais, da democracia e do SUS.
