No artigo A Luminosidade do invisível, publicado no Jornal da Unicamp, o professor Marco Aurélio Cremasco entrelaça ciência, literatura e justiça social a partir da história de Henrietta Lacks — mulher negra, pobre e invisibilizada em vida, cujas células transformaram a medicina moderna.
Ao revisitar o caso das células HeLa, Cremasco vai além da narrativa científica. O texto provoca o leitor a refletir sobre ética na pesquisa, direito à saúde, desigualdades de gênero e raça, e sobre quantas existências sustentam o progresso sem jamais serem reconhecidas. Estatísticas sobre câncer, políticas públicas e o papel das mulheres no SUS dialogam com poesia, filosofia e até com a engenharia química, revelando como o conhecimento se constrói nas fronteiras entre áreas.
A Luminosidade do invisível é um convite à leitura atenta e incômoda: ilumina o que costuma permanecer à margem e questiona quem se beneficia — e quem paga — pelo avanço científico. Para compreender plenamente essa reflexão potente e necessária, leia o artigo completo no Jornal da Unicamp.
Sobre Marco Aurélio Cremasco
Cremasco é professor titular na Faculdade de Engenharia Química da Unicamp. Atualmente é membro do Conselho Editorial da Blucher, da Editora da Unicamp, e coordenador do Instituto de Estudos Avançados (IdEA) da Unicamp.
