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Patinhos à deriva: ciência, acaso e crítica global na coluna de Marco Aurélio Cremasco

Na coluna de Marco Aurélio Cremasco, patinhos à deriva revelam ciência, correntes oceânicas e os impactos invisíveis do mundo global.

O que um afresco no teto da Capela Sistina, pode ter a ver com patinhos de borracha à deriva no oceano? No artigo “Patinhos”, publicado no Jornal da Unicamp e assinado pelo coordenador do IdEA, professor Dr. Marco Aurélio Cremasco, essa conexão improvável é o ponto de partida para uma reflexão que atravessa arte, ciência e geopolítica — com uma leve dose de ironia.

A narrativa começa no campo da imaginação, mas rapidamente se ancora em um episódio real: milhares de brinquedos plásticos lançados ao mar após um acidente com um cargueiro no Pacífico Norte. A partir daí, o que parecia apenas um incidente curioso se transforma em um experimento involuntário de escala global. Esses objetos passam a revelar padrões complexos de circulação oceânica, conectando regiões distantes como Japão, Alasca, Islândia e até a Escócia.

Mas o texto vai além da curiosidade científica. Ao acompanhar a trajetória errática desses “patinhos”, o autor expõe como o acaso pode gerar conhecimento — e, ao mesmo tempo, evidenciar problemas estruturais. Correntes marítimas, ilhas de lixo, degelo polar e disputas geopolíticas emergem como pano de fundo de uma história aparentemente banal. O que flutua na superfície revela muito sobre o que está em profundidade.

Há também uma dimensão simbólica poderosa: objetos produzidos em escala industrial, derivados do petróleo, atravessando oceanos e se tornando marcadores de um sistema globalizado. Nesse sentido, os patinhos deixam de ser apenas brinquedos e passam a representar um rastro material das escolhas humanas — entre progresso e suas consequências.

Este post traz apenas um recorte da reflexão proposta. O artigo completo, publicado no Jornal da Unicamp, desenvolve essas conexões com mais densidade, articulando ciência, imaginação e crítica contemporânea. Vale a leitura integral para compreender como, às vezes, são os elementos mais improváveis que revelam as dinâmicas mais complexas do mundo.

Leia a coluna completa no Jornal da Unicamp.

Sobre Marco Aurélio Cremasco

Cremasco é professor titular na Faculdade de Engenharia Química da Unicamp. Atualmente é membro do Conselho Editorial da Blucher, da Editora da Unicamp, e coordenador do Instituto de Estudos Avançados (IdEA) da Unicamp.

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