A mesa de abertura do I Seminário IdEA marcou oficialmente o início de um dia dedicado à reflexão transdisciplinar e à apresentação dos resultados produzidos pelos grupos de estudo do Instituto ao longo do ano. O encontro contou com a participação do reitor da Unicamp, Prof. Dr. Paulo Cesar Montagner, e do coordenador do IdEA, Prof. Dr. Marco Aurélio Cremasco.
Segundo o coordenador, a vocação de um instituto de estudos avançados não é reproduzir formatos rígidos ou agendas pré-determinadas, mas oferecer abertura intelectual para o debate de temas relevantes à sociedade, sem amarras disciplinares. Nesse sentido, destacou o papel central dos Grupos de Estudos como espaços de convergência entre pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas, capazes de articular ciência, arte, humanidades e políticas públicas.
Cremasco também apresentou o crescimento recente do IdEA, que iniciou a gestão com cinco grupos de estudo e atualmente conta com oito grupos ativos, organizados em dois grandes eixos: pesquisas de caráter mais acadêmico e investigações voltadas a questões públicas e sociais, como saúde mental, doenças negligenciadas, mudanças climáticas e vacinação. Para ele, o Seminário representa a entrega à comunidade universitária de um trabalho construído em reuniões mensais, marcado pela dedicação voluntária de docentes, pesquisadores e técnicos.
Outro momento de destaque da abertura foi o anúncio do lançamento da revista eletrônica Entre Ideias, nova publicação do Instituto. Cremasco explicou que a revista retoma e atualiza uma tradição editorial ligada à história dos estudos avançados na Unicamp, reafirmando o compromisso com a circulação do pensamento crítico. O primeiro número reúne reflexões sobre o conceito de livre pensar, textos históricos e contribuições ligadas aos próprios grupos de estudo, reforçando a articulação entre pesquisa, extensão e debate público.
Na sequência, o reitor Paulo Cesar Montagner enfatizou que o IdEA integra aquilo que chamou de “o bem fazer da Unicamp”. Para ele, a Universidade é uma verdadeira usina de ideias, e iniciativas como o Instituto de Estudos Avançados ampliam a capacidade institucional de dialogar com problemas complexos do mundo contemporâneo. Montagner destacou a liberdade intelectual como uma das grandes forças do IdEA, condição essencial para compreender fenômenos como a crise da saúde mental, as doenças negligenciadas e os desafios das políticas públicas.
O reitor também ressaltou o papel do IdEA como embrião de projetos de maior alcance, lembrando experiências anteriores da Unicamp em estudos avançados e a consolidação de redes internacionais de cooperação. Segundo ele, mesmo diante de limitações de recursos, o Instituto tem relevância estratégica por estimular reflexões que extrapolam fronteiras disciplinares e institucionais, fortalecendo a Universidade como espaço público de produção de conhecimento.
Encerrando a mesa, Montagner reforçou que o Seminário não deve ser visto apenas como um evento de fechamento do ano, mas como um marco que projeta o IdEA para o futuro. Ao reunir temas diversos — da saúde mental à música contemporânea, das doenças negligenciadas à filologia e às políticas educacionais —, o I Seminário IdEA evidenciou a potência do pensamento transdisciplinar e o compromisso da Unicamp com a construção coletiva do conhecimento.
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