As relações entre saúde mental, violências e democracia estarão no centro do seminário integrador Tessituras dissidentes: saúde mental, violências e democracia em diálogo, que será realizado no dia 28 de setembro, a partir das 9h, na sede do Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IdEA). O encontro integra as atividades da residência científica da professora e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará (UFC) Carmem Leitão, desenvolvida no IdEA em torno do tema “Democracia, políticas sociais e fortalecimento do SUS”.
Promovido pelo grupo de estudos Saúde Mental e Violências: tessituras dissidentes, o seminário reúne diferentes percursos de leitura e reflexão desenvolvidos por seus integrantes. A proposta parte da compreensão da violência como uma dimensão constitutiva da experiência brasileira e busca articular diferentes áreas do conhecimento para investigar suas formas de produção e reprodução e seus impactos sobre a saúde mental.
Ao longo de sua trajetória, o grupo tem aproximado perspectivas da saúde, das ciências humanas e sociais, dos estudos urbanos, da comunicação e da política, além de questões relacionadas a raça, gênero e cuidado. O objetivo é construir articulações interdisciplinares que ultrapassem abordagens convencionais e permitam observar a relação entre saúde mental e violência a partir de diferentes perspectivas.
Conhecimento construído pelo diálogo
A participação de Carmem Leitão amplia esse percurso ao aproximar as discussões do grupo de sua atuação na interface entre Saúde Coletiva e Ciência Política. Suas pesquisas sobre políticas públicas, instituições, participação social e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) serão colocadas em diálogo com os trabalhos apresentados pelos integrantes do grupo.
Mais do que buscar respostas definitivas, o encontro propõe experimentar aquilo que o grupo define como uma “leitura terceira”: um processo em que o contato entre diferentes pesquisas e campos de conhecimento possa produzir novas perguntas, deslocamentos e aproximações. Nesse sentido, a própria conversa é entendida como parte da produção compartilhada de conhecimento.
A programação começa às 9h, com recepção e café. Às 9h30, a abertura institucional será realizada pelo professor Dr. Marco Aurélio Cremasco, coordenador do Instituto, e pela professora Dra. Maria Rita Donalisio Cordeiro, coordenadora-adjunta do IdEA, seguida da apresentação do percurso do grupo por Rosana Onocko-Campos.
Das apresentações a novas perguntas
Entre 9h50 e 12h, o bloco Tessituras em circulação será dedicado à apresentação de trabalhos e textos relacionados aos percursos de leitura do grupo. Participam Claudio Banzatto, Cristina Oliveira, Kelly Macedo Alcantara, Emiliano David, José Miguel Nieto Olivar, Joyce Berth, Sulamita Gonzaga, Regina Facchini e Rosana Onocko-Campos. Cada integrante terá cerca de 15 minutos para apresentar seu trabalho, com questões e registros que serão retomados posteriormente.
No período da tarde, das 13h30 às 16h, Tessituras em diálogo coloca Carmem Leitão em interlocução com os integrantes do grupo. A partir de sua experiência no campo das políticas públicas e da Saúde Coletiva e das questões que orientam sua residência no IdEA, a pesquisadora participará do debate sobre as formulações apresentadas pela manhã.
O encontro busca explorar o que acontece quando diferentes campos de conhecimento se encontram e como questões relacionadas a saúde mental, violência, cuidado, democracia, políticas públicas e instituições podem adquirir novas dimensões nesse diálogo. O encerramento, previsto para as 16h, será dedicado à síntese das questões produzidas e à identificação de possíveis desdobramentos para a continuidade do trabalho do grupo, sem a pretensão de estabelecer uma conclusão única.
Serviço | Tessituras dissidentes: saúde mental, violências e democracia em diálogo
- Quando: 28 de setembro de 2026, das 9h às 17h
- Onde: Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IdEA)
Programação
9h | Recepção e café
9h30 | Abertura institucional | Abertura e acolhimento do encontro, com apresentação do contexto institucional da participação de Carmem Leitão como Cientista Residente do IdEA.
Marco Aurélio Cremasco e Maria Rita Donalisio Cordeiro
9h40 | Abertura do seminário | Apresentação da proposta do encontro e retomada do percurso do grupo Saúde Mental e Violências: tessituras dissidentes.
Rosana Onocko-Campos
9h50 às 12h | Tessituras em circulação | Apresentação dos trabalhos e textos em diálogo com os percursos de leitura do grupo.Cada participante terá aproximadamente 15 minutos para apresentar seu texto, seguido de breves esclarecimentos e registros para retomada no período da tarde.
12h às 13h30 | Almoço | Casa do Professor Visitante
13h30 às 16h | Tessituras em diálogo | Carmem Leitão participa do debate a partir de sua trajetória de pesquisa e das questões que orientam sua residência no IdEA, “Democracia, políticas sociais e fortalecimento do SUS”, colocando em diálogo as formulações do grupo com sua experiência no campo das políticas públicas e da Saúde Coletiva.A proposta é fazer do período da tarde um espaço de deslocamento das questões inicialmente apresentadas: o que emerge quando diferentes campos de conhecimento se encontram? Que perguntas ganham outra dimensão? Que relações podem ser estabelecidas entre saúde mental, violência, cuidado, democracia, políticas públicas e instituições?
16h às 17 | Encerramento | Deslocamentos e próximos caminhos | Síntese das questões produzidas no encontro, identificação de possíveis aproximações e definição de encaminhamentos para a continuidade do percurso do grupo.O encerramento não pretende produzir uma conclusão única, mas registrar os deslocamentos provocados pelo encontro e as possibilidades de continuidade abertas a partir dele.
