O encontro internacional “Ecologia sonora: escuta e conhecimento” começou nesta quarta-feira (24) na Unicamp, reunindo pesquisadores, artistas, educadores e estudantes interessados em refletir sobre o papel da escuta na compreensão dos desafios contemporâneos. A abertura ocorreu no Instituto de Artes (IA) e marcou o início de uma programação que se estende por três dias, com palestras, debates, experiências sonoras e atividades voltadas à investigação do som como forma de conhecimento.
A mesa de abertura contou com a participação do diretor do Instituto de Artes, professor Dr. Fernando Hashimoto, do coordenador do Instituto de Estudos Avançados (IdEA), professor Dr. Marco Aurélio Cremasco, do professor Dr. Francisco Zmekhol, do Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Música da Unicamp, e do professor Dr. José Augusto Mannis, coordenador do Grupo de Estudos do Som e Processos Criativos (GESom) e um dos organizadores do encontro.
Os participantes destacaram a importância de promover espaços de diálogo interdisciplinar em torno de temas que atravessam arte, ciência, tecnologia, educação e meio ambiente. Em um contexto marcado pelo excesso de informações e estímulos, a escuta surge como uma prática capaz de ampliar a percepção sobre o mundo e contribuir para a construção de novas formas de compreender as relações entre sociedade, cultura e natureza.
Ao longo da programação, pesquisadores do Brasil, França e Argentina abordarão temas como ecologia sonora, patrimônio acústico, memória, educação, biodiversidade, cultura digital e conhecimento sonoro. Entre as atividades previstas estão palestras internacionais, mesas de discussão, apresentações de projetos e uma caminhada sonora, proposta que convida os participantes a observar o ambiente por meio da escuta atenta dos sons que compõem a paisagem cotidiana.
Promovido pelo Grupo de Estudos do som e processos criativos (IdEA/Unicamp), o encontro reforça o compromisso da Universidade com a produção de conhecimento interdisciplinar e com a criação de espaços de reflexão sobre os desafios ambientais, sociais e culturais do presente. Ao colocar a escuta no centro do debate, o evento convida o público a reconsiderar a forma como se relaciona com o ambiente e com os múltiplos sons que moldam a experiência contemporânea.
