Programa "Hilda Hilst" do Artista Residente

O Programa "Hilda Hilst" do Artista Residente da Unicamp, criado em 1985, tem por objetivo trazer para a Universidade a possibilidade de manter um contato particular com a produção artística atual e ao mesmo tempo recolocar a Unicamp na vanguarda das ações relativas às relações entre a vida acadêmica e as artes em geral. A proposta visa a aprofundar a qualificação nesta área e a consequente projeção dos alunos envolvidos com as artes. Depois de uma fase inicial, o programa teve um hiato e foi retomado em 2006. A partir de 2017, o Programa do Artista Residente, sob a coordenação do IdEA, foi rebatizado em homenagem a Hilda Hilst, primeira participante da iniciativa.

Homenageada

Escritora, poeta e dramaturga, Hilda Hilst nasceu em Jaú (SP), em 21 de abril de 1930. Estudou na cidade de São Paulo, onde foi interna no Colégio Santa Marcelina e aluna do Instituto Mackenzie. Em 1948, ingressou no curso de Direito do Largo São Francisco, da USP, onde se formou em 1952. Durante o bacharelado, lançou sua primeira obra de poesia, “Presságio” (1950), seguida de “Balada de Alzira” (1954). Vivendo na capital, ampliou sua produção na década seguinte, publicando, entre outras obras, “Trovas de Muito Amor para um Amado Senhor” (1960), “Ode Fragmentária” (1961) e “Sete Cantos do Poeta para o Anjo” (1962), com o qual venceu o Prêmio Pen Clube de São Paulo. Em meados da década de 1960, retornou para o interior paulista, mudando-se definitivamente, em 1966, para a Casa do Sol, chácara de sua propriedade em Campinas. Em 1977, publicou “Ficções”, que recebeu o prêmio de Melhor Livro do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Três anos depois, a APCA concedeu a Hilda Hilst o Grande Prêmio pelo conjunto da obra. Morreu, em Campinas, em 4 de fevereiro de 2004.